City Hunter – Remastered Edition: A joia rara do PC Engine que o preço insiste em esconder

3.0
de 5
Jogabilidade 4
História 3
Gráficos 4
Sonorização 3.5
Fator Replay 1

SUNSOFT, Red Art Games

City Hunter - Remastered Edition

Distribuidora (Publisher): SUNSOFT, Clouded Leopard Entertainment Plataforma: Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC, Steam

City Hunter é uma experiência gratificante, fluida e repleta de charme retrô. É uma pena que, devido à sua política de preços agressiva, esta pérola continuará sendo um tesouro escondido... Não pela falta de qualidade, mas pelas barreiras financeiras impostas ao jogador brasileiro.

Análise feita com a versão para PC - Steam

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Mais de três décadas se passaram desde que City Hunter estreou no PC Engine, em 1990. Agora, em 2026, a SUNSOFT e a Red Art Games trazem de volta este que é o único jogo oficial de console da franquia. Mas antes de falarmos do jogo em si, é preciso contextualizar: City Hunter é uma obra massiva de Tsukasa Hojo. Enquanto o mangá é um clássico mundial, o anime nunca teve a mesma exposição televisiva no Brasil que outros anões dos anos 90, tornando esta franquia um verdadeiro “fantasma” para o público ocidental.

Porém, para os caçadores de relíquias, o PC Engine é um console cuja biblioteca é absurdamente subestimada no Brasil. E City Hunter é, sem dúvida, uma das pérolas que nos fazem querer mergulhar fundo no catálogo da máquina.

Confira o Trailer

A Missão do “Sweeper”

Você assume o papel de Ryo Saeba, um “sweeper” (limpador) que aceita de tudo, desde escoltar belas mulheres até missões letais, ao lado de sua parceira Kaori. A dinâmica das fases pode parecer confusa nos primeiros minutos, exigindo que você explore os cenários em busca de documentos e chaves. Mas basta sobreviver a dois estágios para que a engrenagem clique em sua mente.

Enfrente seus inimigos sem piedade! – Imagem: Reprodução

O grande trunfo do design é a liberdade: o jogo permite que você escolha aleatoriamente entre três fases distintas, fugindo da linearidade tradicional e inflando o fator replay. A variedade de armas mantém a curiosidade sempre viva, e a cautela é sua melhor amiga contra inimigos desafiadores que exigem poder de fogo. A dificuldade dá saltos frenéticos em estágios avançados, gerando frustração, mas a vitória é imensamente recompensadora.

Cuidado para não entrar em salas que você não foi convidado! – Imagem: Reprodução

Modernização e comodidade

Esta versão é um presente para os fãs. Os menus são intuitivos, permitindo ajustes de proporção, filtros de tela e remapeamento de botões, jukebox para ouvir as músicas do jogo. A inclusão de save-states salva a vida de quem não tem tempo a perder. Além do modo original, há uma versão “melhorada” com controles mais fluidos e dinâmicas menos punitivas — um respiro para quem quer apenas curtir a ação, embora os puristas possam desativar essas facilidades. Até as 19 conquistas do jogo são justas, com o único grande desafio sendo vencer no modo Hard (o que os save-states resolvem com maestria). Além de contar com uma galeria de arte bem legal e os encartes e cartucho do jogo.

O elefante na sala: Localização e Preço

Aqui a festa encontra seu fim para o público brasileiro. O jogo não possui legendas em português, nem nos menus, nem nos diálogos. Embora o inglês seja simples, a barreira do idioma pode afastar curiosos.

Conte com ajudas “especiais” durante as suas investigações. – Imagem: Reprodução

Mas o verdadeiro vilão desta história é o preço. Por não haver uma adaptação comercial focada no Brasil (e em outras localizações também), o título chega com um valor proibitivo. Mesmo em promoções, a conta não fecha. Para o colecionador retrô, faz muito mais sentido investir em coletâneas robustas do que em um único título isolado.

Pontos fortes

  • Emulador incrível cheio de opções
  • Modo clássico e remasterizado
  • Joia escondida do PC Engine
  • Muito divertido

Pontos fracos

  • Não tem em português (nem nos menus)
  • Preço alto mesmo em outras localizações ou promoções

City Hunter é uma experiência gratificante, fluida e repleta de charme retrô. É uma pena que, devido à sua política de preços agressiva, esta pérola continuará sendo um tesouro escondido — não pela falta de qualidade, mas pelas barreiras financeiras impostas ao jogador brasileiro.

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